[GMZ] Delegação dos Estados Unidos no CSNU precisa voltar para a Academia?

Na quarta sessão do CSNU, a delegação estadunidense se contradisse inúmeras vezes em seus discursos, colocando em dúvida seu comprometimento com as declarações precedentes de seu país.

 

Por: Isabella Pureza

Nesta sexta-feira (16), foi realizada a quarta sessão do GOMUN. Dentro do Conselho de Segurança, comitê que debate sobre o impacto da energia nuclear. Essas perguntas despertaram ao momento em que os delegados ameaçaram outros países, não se mostraram dispostos a tratarem de assuntos pertinentes, não se interessaram por assuntos que não envolvam sua segurança e proferiram discursos opostos às atitudes de sua política externa, .

Durante a discussão, a delegada Nathália Sousa, da Bolívia, sugeriu a criação de uma força tarefa que fique a pronto serviço para agir em caso de acidente nuclear. A delegação estadunidense retrucou que não irá submeter seus exércitos ao risco da radiação e que um acidente nuclear seria assunto interno, coisa que os Estados Unidos não interfere.

Em entrevista exclusiva ao GMZ, a representante boliviana comentou que achou curioso a manifestação contraditória da delegação estadunidense, visto que este país tem um enorme histórico de invasões e ameaças à soberania.

Além da delegada latino-americana, outras delegações se pronunciaram durante o debate e em entrevista, como a Índia e a Suécia, tendo esta declarado em debate a  discrepância entre o discurso dos delegados – quando declararam que eram os maiores produtores e consumidores da energia nuclear no mundo, sendo somente o maior produtor.

A representante indiana, Natasha Mendes, foi pessoalmente atacada pelo delegado norte-americano, com a prerrogativa de que não merecia um assento permanente no conselho por não dar importância à discussão.

Natasha declarou em entrevista que considera a postura dos Estados Unidos hegemônica e até mesmo arrogante, assumindo completamente a postura de seu atual presidente Donald Trump em sua fala e suas ações contraditórias, seja contra seu próprio discurso seja contra sua política externa.

Por fim, a delegada da Bolívia brincou que tem medo de sofrer ataque nuclear durante o coffee break por retaliação americana, e a representante indiana considera decepcionante mas não surpreendente tal postura dos estadunidenses.

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