[The Capital] A melhor opção: para delegação russa, energia nuclear é a escolha mais sensata

Por: Júlia Ribeiro

A Rússia é uma das superpotências energéticas do mundo e, por isso, é especialmente importante na questão da energia nuclear, assunto debatido no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) nesta quinta feira (15). Com o intuito de saber mais sobre o tema, o The Capital entrevistou Carollina Oliveira, delegada da Rússia no Conselho:

The Capital – Qual é a relação da Rússia com energia nuclear?
Delegação da Rússia – A Rússia, em conjunto com a Arábia Saudita, são as únicas superpotências energéticas do mundo e, por isso, abastece grande parte da Europa. No país há 10 usinas nucleares e 31 reatores, levando a um constante aprimoramento da pesquisa acerca desse tipo de matriz energética. A avançada tecnologia nuclear faz com que outras nações peçam ajuda russa para implantar usinas em seus territórios, além de ter levado à inauguração da primeira usina nuclear flutuante do mundo.

TC – Por que a Rússia considera a energia nuclear positiva?
RU– Porque é uma fonte altamente rentável que necessita de pouca matéria-prima e espaço útil, contrastando com usinas hidrelétricas que precisam de hectares para que possam ser construídas.

TC – Como o ocorrido em Chernobyl afetou a relação russa com energia nuclear?
RU– As consequências do acidente em Chernobyl são sentidas até hoje, sendo constante preocupação para autoridades russas. A segurança nas usinas é preconizada desde então, especialmente no campo biológico. Além disso, as fontes utilizadas sempre são as com menor probabilidade de acidentes.

TC – Quais discussões a delegação russa considera imprescindíveis no CSNU?
RU– Acreditamos que a questão armamentista seja muito importante, tomando atenção especial à exposição de materiais nucleares ao Estado Islâmico e outros grupos terroristas. O potencial letal desse tipo de bomba é historicamente conhecido, e é dever do Conselho de Segurança da ONU impedir que Hiroshima e Nagasaki ocorram novamente. Disto isso, também consideramos importante o fomento da energia nuclear em países que não a utilizam, dado seus amplos benefícios.

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